Um grupo em definição é um conjunto de indivíduos com relações interdependentes e que seguem certas regras e maneirismos impostos pelo próprio grupo. Assim um grupo é a base da sociedade, a função desta raiz social é permitir que através da convivência e experimentação o ser humano possa crescer como ser social.
Seja um grupo de pares, que a par da família, é um dos primeiros contactos educacionais, ou um grupo com um maior número de elementos, a verdade é que estes permitem o conflito de ideais e reflexões existenciais do próprio indivíduo que o levam a questionar ou seja a raciocinar.
Situação problema:
Um aglomerado íntimo e confidente de amigos terá de ser obrigatoriamente denominado de “grupo”?
• Esta questão provém de uma ideia falaciosa, ou seja, esta questão deriva de um processo de negação existencial, senão vejamos, um grupo é uma unidade em essência e sendo a união um cálculo exacto, todos os algarismos que a compõem derivam de uma relação perfeita. Basicamente falando, um elemento de um grupo social, é primeiramente para mim um indivíduo independente, mas esse grupo em que se insere é quase o espelho onde essa pessoa olha todas as manhãs após uma lavagem facial, isto é, já como a filosofia nos ensinou um homem não inserido numa comunidade ou se torna um génio ou uma besta.
• Todos os dias, uma boa parte das nossas horas são passadas com certas pessoas, falo obviamente num caso mais específico em que a família ou o emprego não retiram dividendos desta nossa equação, assim certas pessoas tornam-se importantes e dignas de confiança e amor à medida que uma relação estável e recíproca se vai formando.
• Um dos pontos que esta questão engloba é a categorização ao nível dos relacionamentos, e é nesta matéria que o “mal” se encerra, pois é aqui que o efeito do pêndulo é notório, isto é, criar categorias sobre amigos só nos trará desavenças e totais guerras com alguns dos intervenientes neste processo, mas ao criarmos este método, obviamente proveniente de uma divisão do foro sentimental, estamos também a estabelecer níveis de confiança e a preparar eventuais situações segundo este código. A resposta será o equilíbrio, como é óbvio irão sempre existir pessoas que nos suscitam um nível de afinidade maior que outras mesmo dispondo as duas de igual tempo de antena, e é nesta base que o equilíbrio no relacionamento social é necessário, não devemos afastar de nós quem não podemos julgar, mas também não devemos aceitar um julgamento baseado na corrupção do interesse.
• É num grupo, que principalmente na adolescência, nos moldamos, se o molde é bom seremos pelos menos um produto digno da montra limpa da sociedade, assim devemos admitir a existência de um grupo quando nos vemos tentados a ter conversas, discussões e experiências com um certo grupo exacto de pessoas, que nos permite ver de maneira diferente e criar as nossas próprias perspectivas.
Concluindo, é claro que num grupo existem desavenças, o mundo é um grupo e o mundo tem guerra, se não existissem desavenças entre grupos por mais insignificantes que pareçam ao olhar da vastidão de seres humanos também não existiria guerra. E como ser social o homem cria laços para além do seu grupo e é aí que reside a verdadeira união mundial, pois ter um grupo é como pegar numa carrinha e enchê-la com os nossos mais fiéis e íntimos amigos e partir para a estrada seguindo rumos e atalhos desconhecidos, e não deixa de ser o nosso grupo se nessa nossa viagem podermos dar boleia a alguém que passe pelo caminho, até é bom que isso aconteça, agora dirão que sou sonhador mas eu espero acabar a minha viagem ao lado das mesmas pessoas que numa manhã de sol partiram em viagem comigo.
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